| 01 Por sempre andar (Herbert Vianna
Por sempre andar, andar
Sem nunca parar
Pequenas coisas vão ficando pra trás
O desejo de aprender
Ficou na segunda escola
O seda da pele
Numa mesa de trabalho
A inocência para amar
Na terceira desilusão
A melodia das palavras
No ruído do avião
O brilho do olhar
Em algum ponto do caminho
A vontade de abraçar
No vício de ficar sozinho
Solitário desde então
Por sempre andar, andar
Sem nunca parar
Pequenas coisas vão ficando pra trás
Tudo foi se desprendendo
Levado pelo vento
Eu sou o que chegou ao fim
É assim que eu me apresento
Com o que sobrou de mim
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| 02 Depois da queda o coice (Herbert Vianna)
Depois da queda, o coice
O selo do castigo
Pra uns só traz a foice
Pra outros traz alívio
Dançando toda noite
Bem rente ao precipício
Depois de tanto açoite
A dor virou teu vício
E levou tuas palavras
Palavões não almofadas
Como as que proferem Gil e Brown
No momento em que se dança
Até onde a vista alcança
Já não se vê bem nem mal
And all there is to say:
"Hey, na, na, na!"
Depois da noite o sonho
Na luz de um outro dia
Sem peso algum no bolso
Nenhuma garantia
Sorrindo a contragosto
E a história é repetida
Nas marcas do teu rosto
Nas voltas da tua vida
Que levou tuas palavras
Palavrões não almofadas... etc.
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| 03 O trem da juventude (Herbert Vianna)
Minha alma é lavada, desencardida
E quem destratou a sua vida foi você
Desamarrada, desimpedida, desarmada
Voa livre pelo mundo até escurecer
Quando faz frio perto do mar
Quando não há nuvens no céu
Quando sopra o vento terral da manhã
Vale a pena acordar pra ver
Sempre atrasada, sempre iludida
De que vai voltar a vida que você deixou
O tempo, os homens
As marcas de noites e dias mal vividos
Nada disso te perdoou
Rede de surfistas no mar
Ligados por computador
Novas maravilhas pra se admirar
Não me venha com a velha dor
O trem da juventude é veloz
Quando foi olhar já passou
Os trilhos do destino cruzando entre nós
Pela vida, trazendo o novo
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| 04 Brasília (Herbert Vianna)
Quartos de hotel são iguais
Dias são iguais
Os aviões são iguais
Meninas iguais
Não há muito o que falar sobre o dia
Não há do que reclamar
Tudo caminha
E as horas passam devagar
Num ônibus de linha
Passos no corredor, alguém se aproxima
E uma voz estranha diz: "Bom Dia"
Posso pedir os jornais
Pedir o jantar
Ligar pra tantos ramais
Ninguém pra falar
Sobre o vermelho que abre este dia Tudo está no lugar em que
não devia
O mundo sai pra trabalhar
Enquanto eu abro a água fira
Um estranho no espelho
Alguém se aproxima
E uma voz estranha diz: "Bom Dia!"
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| 05 O amor não sabe esperar (Herbert Vianna)
Sopra leve o vento leste
E encrespa o mar
Eu ainda te espero chegar
Vem a noite
Cai seu manto escuro devagar
Eu ainda te espero chegar
Não telefone, não mande carta
Não mande alguém me avisar
Não vá pra longe, não me desaponte
O amor não sabe esperar
Ficar só é a própria escravidão
Ver você é ver na escuridão
E quando o sol sair
Pode te trazer pra mim
Abro a porta, enfeito a casa
Deixo a luz entrar
Eu ainda te espero chegar
Escrevo versos
Rosas e incenso para perfumar
Eu ainda te espero chegar
Estar só é a própria escravidão
Ver você é ver na escuridão
E quando o sol sair
Tudo vai brilhar pra mim
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| 06 Ela disse adeus (Herbert Vianna)
Now the dead is done
As you blink, she is gone
Let her get on with life
Let her have some fun
Ela disse adeus e chorou
(Já sem nenhum sinal de amor)
Ela se vestiu e se olhou
(Sem luxo, mas se perfumou)
Lágrimas por ninguém
Só porque é triste o fim
Outro amor que se acabou
Ele quis lhe pedir pra ficar
(De nada ia adiantar)
Quis lhe prometer melhorar
(E quem iria acreditar?)
Ela não precisa mais de você
Sempre o último a saber
Ela disse adeus
Ela disse adeus
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| 07 Scream poetry (Bi Ribeiro - Chico Science - Herbert Vianna)
Eu posso sentir o que a paixão faz em
segundos
Eu posso sentir o que o amor fez depois de anos
Eu gosto de sentar nos telhados
Pra ouvir o que as casas dizem ao meu redor
Eu gosto de subir nos telhados
Porque eu consigo ver o mundo melhor
Grite poesias que eu te amarei
Até a minha ida, grite poesias
Que o mundo tem
A palavra que você pode escrever
Grite poesias
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| 08 Viernes 3 AM (Charly Garcia - Herbert Vianna)
A febre de um sábado azul
E um domingo sem tristezas
Te esquiva do teu próprio coração
E destrói tuas certezas
E em tua voz só um pálido adeus
E o relógio no teu punho marcou as três
O sonho de um céu e de um mar
E de uma vida perigosa
Trocando o amargo pelo mel
E as cinzas pelas rosas
Te faz bem tanto quanto mal
Faz odiar tanto quanto querer demais
Você trocou de tempo e de amor
De música e de idéias
Também trocou de sexo e de Deus
De cor e de bandeiras
Mas em si nada vai mudar
E um sensual abandono virá, e o fim
Então levanta o cano outra vez
E aperta contra a testa
E fecha os olhos e vê
Um céu de primavera
Bang! Bang! Bang!
Folhas mortas que caem
Sempre igual
Os que não podem mais se vão
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| 09 Um dia em Provença (Thedy Correa - Herbert Vianna)
Agora, bem aí, aonde você está
Sozinha, olhando pro mar
Se o mundo parece não se mover
O que eu posso ser pra você?
Um atalho pra casa, uma folha no vento
O gesto gentil de alguém
Um agasalho quando escurecer
O que eu posso ser pra você?
Se nada anda, tenha a paciência
Retribua se alguém te sorrir
Cante uma canção pro seu bem-querer
O que eu posso ser pra você?
Um dia em Provença
Perto de Brignoles
O primeiro homem a pisar no sol
Só pra ver
O gelo da dor derreter
O que eu posso ser pra você?
É o que eu quero saber
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| 10 Santorini blues (Herbert Vianna
Os barcos são a alegria deste lugar
Toda tarde tem festa
Quando chegam do mar
Os velhos numa mesa
São como uma visão
Bebendo a tarde inteira
Cantando uma canção
Quem não tem amor no mundo
Não vem neste lugar
Quem não vê azul profundo
Não tem mais pra onde olhar
Quem tem medo
Traz no peito o óbolo da precaução
Eu trago um anjo nos braços
E ouro no coração Izabel
Pense em mim
Nossos dias de sol
Eram assim
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| 11 Hinchley Pond (Herbert Vianna)
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