| 01 2 A (Herbert Vianna)
Meu destino
Não me deixa em paz
De coração, não sei se eu posso amar
Amei tanto há tanto tempo atrás
(Mas) Sofri, chorei, cansei de soluçar
Nem sei se é o fim, mas a luz da vida
Ainda brilha pra mim
Pr'uma
princesa
Eu entreguei meu coração
Ela me fez cantar, sorrir, sonhar, sentir tesão
Me entreguei, fiz tudo que ela quis
Mas o destino me deixou na mão
Se assim, que não seja o fim
(Pois) A luz da vida ainda brilha pra mim
Então
xinga
Com dois "A" de caatinga
Ou então pára!
Sejam dois "A" de saara
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02 Pétalas (Nando Reis)
Sou
um homem que tem sobre a pele
Pétalas
Que tem sobre as unhas
Espinhos
Cobrem o coração tantos nervos
Sobram aos olhos delírios
Sou
um homem que tem como portas
Janelas
De quem come a fome
Carnívora
Dorme na escuridão dos milagres
E cresce na geração de seus filhos
E
a mãe trago em mim também
Sem sua mão, vou buscar caminho
No amor que desfaz meu ódio
Nos meus olhos, retrato vivo.
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| 03 Na Pista (Herbert Vianna)
É
tão chato
O fato de não te ter
Não tentar, não saber nada
Quase nada de você
Ainda
sigo ativo e grito
Digo: “help”, me ajuda aqui!
Mesmo em meu sabor antigo
Talvez eu possa te divertir
Não
fique a se isolar de mim
Não me deixe assim tão só na pista
Se ainda souber como dizer sim
Reconstrua seus pontos de vista
Sonho
que você também se repita
E me sirva sem culpa
Teu doce sabor!
Que
eu possa ser eu
Sem te ver aflita
E seja você que insista
Em ser meu amor
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| 04 Soledad Cidadão
A
minha plenitude anda pela metade
Eu ando solitário pela madrugada da cidade
nada na cidade
Se uma paixão me ilude
eu tento ver além
Sempre fiz o que pude
para não fazer mal pra ninguém
Soledad Cidadão
Solidão
La ciudad
Eu sinto que o futuro
é uma imensidão
sem contenção nem muro
para limitar nosssa paixão
Se essa paixão me ilude
Eu tento ver além
Sempre fiz o que pude
para não fazer mal pra niguém
Soledad Cidadão
Solidão
La ciudad
Me llaman calle
La revoltosa
me llaman calle bala perdida
me llaman calle
calle de noche
me subo a tu coche
me llaman siempre
y a cualquier hora
me llaman puta
siempre a deshora
me llaman calle
y eses es mi orgullo
yo se que un dia
llegara
me llaman calle
de eskina a eskina
me llaman calle
siempre atrevida
me llaman calle
bala perdida
asi me disparo la vida
me llaman calle
del desenagaño
calle fracaso
calle perdida
me llaman calle
la sin futuro
la que mujeres de la vida
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| 05 Passo Lento (Herbert Vianna)
Te
peço calma para que eu absorva tudo
Que eu aprenda enquanto sofra
Te peço tempo pra
Concatenar cada elemento
Em passo lento, mas ao sopro do vento
É um entra-e-sai de moda
Muitas barreiras a redefinir fronteiras
Não quero estar em seu lugar
Aonde eu for local
E você dor só uma estrangeira
Hoje eu não te vejo
Ainda assim te mando beijos
Por sentir tanta amplitude no
Desejo
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| 06 De Perto (Herbert Vianna)
Não
quero estar nesse lugar
E ver você partir
Eu quero te esperar onde você quer ir
Te receber
Te acomodar
Te oferecer a mão
Poder cantar, te acompanhar ao violão
Quero te ver de perto
Quero dizer que o nosso amor deu certo
Não sei viver só e sem sonhar
Sem fé, sem ter alguém
Faz tempo que te espero
E que te quero bem
Sonho em fazer pro nosso amor
Uma bela canção
Que me traga paz sem culpa
Ao coração
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| 07 Ao acaso (Herbert Vianna)
Leio
e penso
Em tom intenso
Então me entrego
E digo a mim mesmo
Hoje eu não te vejo
Ainda assim te mando beijos
Não me nego a te encontrar
Mas sempre rezo
Peço o teu desejo
Já vai longe o dia
Em que eu me entregava ao choro
E nada vir
Me anulei demais
Mas em dado instante
Despertei, pensei
Como é importante
O que o vento traz
Ao acaso
Não vê que a casualidade é uma força
Inesgotável
Se eu me atraso
Eu me entrego, baxio a guarda
E vejo o meu querer ficar
Quase incontornável
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| 08 Hoje (Herbert Vianna)
Hoje
eu não sei
Se foi o que eu vi ou se eu viajei
Numa onda de amor entre você e eu
Sorri, mas é claro que não me calei
Sonhei que o amor tava além
De tudo que havia na terra eno céu
Eu gosto, mas sei que não me faz bem
A mistura homogênea
Meu leite e teu mel
Mas tanta energia
Cruzava fronteiras sem restrição
Dos resquícios que havia
De barreiras em meu coração
Sonho em conhecer direito
Tua ampla dimensão
Sem pisar no freio
Tentando conter essa emoção
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| 09 Fora de Lugar (Leoni)
Os
ônibus com hálito de chumbo
O reino das fofocas de revista
Os astros que orientam meu futuro
Regimes, cotações e entrevistas
O lixo da tu, meus próprios erros
A moda, o mundo cão e os compromissos
Os livros de auto-ajuda, o meu espelho
Mas eu não precisava anda disso
Se o lixo é o que está fora do lugar
Paro pra pensar:
Por que sou eu que tento e não desisto?
Meu esconderijo
Guarda ainda um resto de silêncio
Talvez eu seja o lixo do momento
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| 10 220 Desencapado (Herbert Vianna)
Eu
sei que já não importa
Tudo que eu venha a me esquecer
Se for por você, amor
Fique certa
Fiz, farei, faço o que eu puder fazer
220 desencapado
Sei que sou um desastre em potencial
De maõs na cintura, você me pergunta
Se vai ficar mais alto o meu baixo astral
Sei qeu são motivos para ainda estar vivo
Sonhar, seguir em busca de emoção
Sem que eu sinta tanto desequilíbrio
E prossiga na Paz, os dois pés no chão
No entanto, eu tento e já não me importa
A busca de outra forma de proceder
Se for por você amor
Fique certa
Fiz, farei faço o que eu puder fazer
Se você tá descoberta de corpo
Te peço que ouça tudo que eu te digo
Assim, dessa vez, não vou me fazer de morto
vou te dar o porto de um ombro amigo
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| 11 Ponto de Vista (Herbert Vianna)
Você
aí em pé
Você não deve saber
Como é o mundo aos olhos de quem sofre
Ao se mover
Eu vou seguindo na luta
Com problemas normais
Olhando pra lá e pra cá
Na indecisão
Andando atrás de alguém
A quem não deixo em paz
Olhando pro céu
Com muita dor no coração
Mas pensando:
Ah! o que é que há de errado em mim?
Será o preço de tanta indecisão?
Não desejo pra ninguém nada de ruim
Faltam cordas novas no meu violão
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| 12 Deus lhe Pague (Chico Buarque)
Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"
Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia, essa saia, eplas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague
Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andrimes, pingentes, que a gente tem que cair
Deus lhe pague
Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir
Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir
E pelo grito demente que nos ajuda a fugir
Deus lhe pague
Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague
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| 13 Ao Acaso DUB
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