01 Dos Margaritas (Bi Ribeiro - Herbert Vianna) Fazer
um desenho nas costas da mão
Despir a consciência das dores morais
Jogar uma vaca do décimo andar
Viajar sob a lua que varre os sertões
Uma ostra chilena, um beijo em Paris
Se cortasse o cabelo e mudasse o nariz
Se Vital escrevesse a constituição
Se eu nunca quisesse quem nunca me quis
Ser dois e ser dez e ainda ser um
Se a vingança apagasse a dor que eu senti
Ser seco, ser reto, isento, amoral
Se eu nunca lembrasse o estrago que eu fiz
Tudo isso me faria feliz
Absurdos me fariam feliz
Pero nada me hará tan feliz
Como dos margaritas
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02 Speed Racer (Fábio Fonseca - Fernanda Abreu - Herbert Vianna)
Cada
dia que passa
É mais um dia que passa
Pra onde o destino me leva, eu não sei
Eu ando pela cidade, Speed Racer
Pela cidade, um Mach 5 cor de prata em alta velocidade
Em alta velocidade
De dentro do meu carro, eu vejo a chuva, o sol, o vento
E as nuvens dando voltas na Lagoa eu penso
A vida nem sempre é boa
A vida nem sempre é boa
Até por ruas mais estreitas ou por grandes avenidas
Cruzando viadutos e túneis
Passam-se dias e noites
Passam-se dias e noites
rasgando o espaço, eu sinto o sol
Batendo em minha cara
Eu tenho a força, eu sou veloz
No mach 5 em alta velocidade
Em alta velocidade
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03 Round and round (Herbert Vianna) I´m
not the person that you used to know, so listen
I´ve got my head on the ground
And you still don´t listen
I can burn the curtains, paint my face in red
I could lie on a table
And you could serve me rare
I´m going round and round and round
(and Round)
I never said I´d take you to neverland
No long sunny afternoons
No deep blue sea
This is adult life
Now it´s you and me
Tryng to find poetry
In dirty sheets
We´re going round and round and round
(and Round)
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04 Pólvora (Herbert Vianna) As
teorias que explicam o universo
os versos que vasculham o coração
Os garis, estivadores e arquitetos
A fé manipulada dos cristãos
As alegrias, alergias e os afetos
os fatos, frases , a simulação
O país ajoelhado,a morte , o sexo
Culpa e o olhar de acusação
O que é tudo isso diante da pólvora?
(dessa paixão que se renova )
Os dias , datas de aniversário
Os quartos de hotel, o avião
Os livros , discos, dicionários
A madrugada e o andar sem direção
Os velhos, as crianças e os parques
Templos, tumbas e memoriais
A nova velha forma do desastre
Bandeiras, panos, lenços e aventais
O que é tudo isso diante da pólvora?
( dessa paixão que se renova )
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05 Tweety (Instrumental) (Herbert Vianna)
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06 Por siete vidas (Caceria) (Fito Paez) Soñé
que encarnava en ella
Escapando del Zar
Un hechizo trajo inmensas comadrejas
Desde el fondo del mar
Cielos bajo aids no calmaron su sed
Sacrificio de sal
Siete vidas esperó por un taxi-boy
Solo para verme mal
Verme mal
Todo lo que fui fue también ruta libre
Si pudiera explicar
En Lisboa vi serpientes, en Oriente nueve eunucos de Alá
En Las Babas del Cenit
Vi una guerra en paz
Con sus ojos en la arena, Magdalena
superacido up
Onda de amor, Rayo de amor
Entre la gente un cable de amor
Sombras de amor, besos de amor
Solo veo piernas de amor
Caceria en la ciudad
No hay refugio donde estar
Sueño de amor, sueño de amor
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07 A palavra certa (George Israel - Paula Toller - Herbert
Vianna) Atravesso
a noite com um verso
Que não se resolve
Na outra mão as flores
Como se flores bastassem
Eu espero
E espero
Não funcionam luzes, telefones
Nada se resolve
Trens parados, Carros enguiçados
Aviões no pátio esperam
E esperam
A chave que abre o céu
D´aonde caem as palavras
A palavra certa
Que faça o mundo andar
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08 Uns dias (Herbert Vianna) O
expresso do oriente
Rasga a noite, passa rente
E leva tanta gente
Que eu até perdi a conta
E nem te contei uma novidade, quente
Eu nem te contei
Eu tive fora uns dias
Numa onda diferente
E provei tantas frutas
Que te deixariam tonta
Eu nem te falei
Da vertigem que se sente
Eu nem te falei
Que te procurei
Pra me confessar
Eu chorava de amor
E não porque eu sofria
Mas você chegou já era dia
Eu não tava sozinha
Eu tive fora uns dias
Eu te odiei uns dias
Eu quis te matar
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09 Luca (Herbert Vianna) Abre
os olhos pra ver o mundo
Tudo é novo para os teus olhos novos
Dá pra cada coisa um nome
Um nome novo e um sentido teu próprio
Eu te abro as cortinas da manhã
Eu te levo pros braços da tua mãe, cedo
Por um instante eu esqueço do que sou
Por um instante eu não lembro de ter medo
Fala as tuas palavras de vogais
E sorri quando já está dormindo
Filho, pai, mãe, orvalho da manhã
Tudo é novo para os meus olhos velhos
Eu te abro as cortinas da manhã
Eu te levo pros braços da tua mãe, cedo
Por um instante eu esqueço do que sou
Por um instante eu não lembro de ter medo
Abre os olhos pra ver o mundo
Tudo é novo para os teus olhos novos
Filho, pai, mãe, orvalho da manhã
Tudo é novo para os meus olhos velhos
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